Chega de Modéstia
Postado por rafael regis / tags: empresa, sucesso, crescimento

Acabei de receber este texto por e-mail. Não sei quem é o autor, já que recebi do meu irmão e com certeza não foi ele que escreveu. Achei bastante interessante e por isso resolvi colocá-lo aqui. Serve para todos aqueles que não acreditam em si mesmo. Segue o texto:
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Chega de Modéstia
Fundei minha primeira empresa, uma serigrafia de adesivos para motos, em 1989, aos 17 anos.
Eu era pobre, baixinho, magrelo e com apenas o colegial. Por causa disso, no começo passei muitos constrangimentos. Eram potenciais clientes dizendo que não podiam confiar em mim porque eu era muito menino. Era fornecedor perguntando se eu achava que tinha tamanho para comprar aquela quantidade toda de material. Era muita gente duvidando de minhas intenções.
Lembro uma manhã em que entrei todo feliz numa agência bancária para fazer o depósito de um dinheiro que minha empresa havia ganhado. A gerente, lá de longe, gritou quando chegou minha vez: Sidney Santos, microempresário! Detestava ser chamado assim: microempresário. Isso diminuía meu trabalho, fazia todo o meu esforço parecer menor - o microempresário, da microempresa, com microtalento, que talvez, um dia, tivesse um microsucesso. Morria de vergonha daquilo, e eu, que já tinha medo de não dar certo, ficava ainda com mais medo.
Aos poucos, com muito esforço, minha empresa foi crescendo. Sempre fui muito curioso e compensei a falta de um diploma de nível superior buscando conhecimento em palestras, cursos e livros. Passei a me sentir bastante à vontade para longas conversas com gente bem mais estudada e bem-sucedida do que eu. Os negócios começaram a dar lucro e consegui formar um bom patrimônio. Contratei mais funcionários, modernizei a fábrica e comprei novos equipamentos para ampliar a oferta de produtos e serviços.
O medo de não dar certo ficava para trás. Mas, estranhamente, minha vergonha aumentou em vez de diminuir. Aconteceu o contrário - eu ficava encabulado quando alguém me cumprimentava pelo meu êxito. Descobri que sofria de uma doença que de vez em quando vejo em outros empreendedores como eu - vergonha do próprio sucesso.
Sentia vergonha de ser apresentado como presidente da empresa. Presidente? Mas quem votou em mim? Ia logo me desculpando: "Sou só o cara que paga as contas..." Eu havia passado tanto tempo com medo do julgamento dos outros - e tendo de provar todos os dias que eu era honesto (para conseguir crédito), correto e responsável (para conquistar clientes) - que, quando o sucesso chegou, era como se eu não tivesse direito àquilo, como se para alcançar o sucesso eu o tivesse tirado de outra pessoa.
Um dia, acordei disposto a pôr um fim nessa paranóia. Afinal, eu sou o cara que assume todos os riscos do negócio. Sou eu que sonho com o crescimento da empresa e levanto todos os dias disposto a realizar esse desejo. Decretei: "Chega de modéstia". Comecei assumindo que sou o dono. Hoje, há uma vaga no estacionamento da empresa reservada para mim com uma placa enorme: "Vaga do dono". Nesse quesito, o campeão é o Aleksandar Mandic. No cartão dele está escrito Aleksandar Mandic - dono. E o e-mail é dono@mandic.com. O slogan da empresa, então, não é nada modesto: "A internet em pessoa".
Quando você obedece a lei e tem respeito por funcionários e concorrentes, não há motivos para se envergonhar do sucesso. Vergonha serve para alguma coisa? Eu acho que não. Vergonha só atrapalha.
Quem sente vergonha limita seus desejos e deixa de realizar muitas coisas.
Dias atrás, chamei meu sócio de "pavão", porque achei que ele estava se exibindo. Ele respondeu: "Sidney, se, quando você me convidou para ser seu sócio, em vez de mostrar minhas qualidades, eu tivesse demonstrado somente fragilidades, você teria me aceitado?" Claro que não.
Quando você é modesto demais, não tem obrigação de fazer direito, porque ninguém vai esperar muito de sua empresa. Mas, se você diz que é bom, acredita nisso e repete isso para o mundo, terá de dar um jeito de provar que é mesmo - e isso é ótimo para fazer qualquer pequena ou média empresa crescer.
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Espero que tenham gostado também e que possam aproveitar o máximo.
Um abraço

12/08/2010
Sensacional...